Sábado, 14 de Janeiro de 2012

Dornes, in Série da RTP "Velhos Amigos"


Velhos Amigos, série da RTP.

Conta com um conjunto de actores conhecidos, tais como Luís Alberto, Orlando Costa, João Maria Pinto, Maria Emília Correia entre outros.

Nas fotografias surgem também a minha pessoa e o actor João Patrício.



Foi com enorme prazer que participei e assisti às filmagens.
Devo salientar a simpatia mestra dos actores, em particular da actriz Maria Emília Correia cuja boa disposição a iluminam durante a sua presença.

Quinta-feira, 10 de Março de 2011

Jornal Imonews - Negócios & Cultura: Entrevista com João Patrício Gomes

Conta a lenda que a Rainha Santa D. Isabel, numa estrada entre Lisboa e Coimbra, terá contemplado um velho muito pobre com uma esmola, história que deu nome à terra de Ansião de onde é natural o entrevistado do presente mês.
João Patrício Gomes é conhecido entre muitos como um excelente dinamizador cultural, em que a perícia, o profissionalismo e a imprevisibilidade o caracterizam com precisão. A sua expressão artística é aliada à sua profissão de professor de História em Tomar, onde dinamiza entre os seus aprendizes o espírito de criar e exprimir cultura, tão essencial para o crescimento dos mais novos.
Diz que tudo começou com o célebre grupo “O Contador de Histórias” onde foi incorporado após recitar um texto poético de Pablo Neruda. Foi a partir daqui, que iniciou um longo percurso por todo o Portugal, incluindo ilhas, onde fez de si um oceano de cultura capaz de cativar e dar conhecimento.
Junto ao projecto “O Contador de Histórias” surgiram novas formas, que o fizeram mergulhar e ficar escravo “da necessidade do palco”, como lhe chama, tal como o cinema. Entre a poesia, o teatro e o cinema, dia após dia, sorriram-lhe desafios que lhe abriram portas até àqueles que tocam no cerne do mundo da cultura.
João Patrício participou em projectos cinematográficos tais como “Bernadette: Aparição de Lurdes”; a série “Pedro e Inês” da RTP; “La Reine Morte” – Inês de Castro; contracenou com Gerard Depardieu no filme “Volpone”, entre tantos outros trabalhos, sendo de salientar, que actualmente para além de estar a participar no Presépio de Penela, faz parte da equipa de actores do novo filme de Miguel Vilhena, “Vataça de Lacaris”, onde contracena com a actriz Sofia Póvoas, no papel de juiz.
Para além de todo este trabalho que João Patrício Gomes tem desenvolvido de forma excepcional, devo evidenciar que admiro as suas inúmeras representações como cavaleiro da Ordem do Templo, principalmente nas suas presenças em eventos templários. Este é um exemplo de persistência e de iniciativa para o mundo dos negócios, pois sem eles não é possível dinamizar e abrir novas janelas.
Para conhecer melhor o trabalho de João Patrício Gomes, pode visitar as seguintes páginas:
http://www.ocontadordehistorias.com/

Não posso deixar terminar esta crónica sem deixar uma palavra de amizade a todos aqueles que sofrem com as consequências do tornado, e para além de tal, felicitar todos aqueles que de uma forma ou de outra têm ajudado os afectados.

João Amendoeira
Jornal Imonews, Fevereiro de 2011.

Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010

A Esfinge





Já em tempos, a Esfinge, filha de Quimera, perguntava:

“Que criatura pela manhã tem quatro pés, ao meio-dia tem dois, e à tarde tem três?”

Sexta-feira, 17 de Setembro de 2010

Jornal Imonews - Negócios & A Fábrica de Cultura – Entrevista com José Renato Solnado


No palco dos sonhos vivem nomes cuja forma e saber sobrevivem até ao dia em que a história dos Homens sucumbir como quando uma chama desvanece na escuridão após derreter a cera que a manteve de pé.

A pessoa que vos apresento neste presente mês, é alguém cujo apelido não deixa dúvida a quem pertence o sangue e os genes que permanecem nos palcos lusos. O seu nome é José Renato Solnado, nascido em Lisboa, actor, encenador, amante da pintura e da fotografia, professor de teatro e responsável, junto de sua mãe, pela Escola de Teatro Raul Solnado, nome de seu pai, cujo projecto dá continuidade e forma ao sonho deste artista cujas gratificações parecem ser eternas. Para além de tal, os genes da família Solnado apresentam uma mística especial e espontânea para a arte de representar e fazer entreter as almas de quem sabe apreciar.


Tenho a dizer que há em mim uma admiração especial por Renato Solnado, a sua visão sobre o palco e forma de saber gerir o que pretende apresentar têm um brilho próprio e sede de conseguir colocar em frente o que possa espelhar qualidade. É essa mesma qualidade que Renato Solnado procura nos aprendizes que ensina na companhia de sua mãe, na forma como lhes faz ver e sentir a vida, que por si mesma, não deixa de ser um palco de sentimentos, seres e sombras.


De acordo com Renato o teatro em Portugal necessita de novas formas e novos saberes que possam melhorar o que se faz, assim como, a importância de novas estruturas que possam enriquecer o que se pretende. “Deveriam de existir mais teatros, mais e bem equipados. As pessoas pensam que não, mas a cultura dá emprego”. De acordo com Renato devem existir novos sistemas culturais capazes de criar emprego entre os artistas, os técnicos e os demais, e assim, colmatar falhas na sociedade, diminuindo o desemprego e aumentando o investimento entre a população. Questionei acerca da possibilidade de ultrapassar a crise através da cultura, ao que Renato remete que ela é a base de tudo, a estabilidade do povo e a nação depende dela, conseguir um motor de desenvolvimento com base na cultura seria mais do que importante para muitos desempregados e essencialmente para muitos jovens cujo futuro se afigura complicado. Renato assegura que mundos como a fotografia, a escrita, a pintura, o teatro, o cinema, deveriam ser inseridos em sistemas culturais capazes de criar emprego e vender, essencialmente para outros países, pois o que se produz em Portugal tem bastante qualidade. “Devíamos exportar mais e importar menos, há que defender a nossa cultura. Deveria de existir uma Fábrica de Cultura.”


É com base nesta ideologia que José Renato Solnado pretende alargar os horizontes da Escola de Teatro Raul Solnado, aumentando a escola e o número de cursos. Para mais informações sobre a escola de teatro:

www.escoladeteatro.net

Renato é isto mesmo, um génio cujo papel e função é criar e dar continuidade ao seres que percorrem os palcos, enriquecendo-os com dons que fazem parte do corpo de saber do mestre que é.

José Renato Solnado é um olhar sábio sobre o mundo dos negócios, sejam eles do sector a que pertençam, pois o exemplo é o da força de vontade e o génio que vive em cada um de nós poderem fazer a diferença nos presentes dias e tornar o futuro de outros, sejam eles aprendizes, empregados, sócios ou concorrentes, mais valioso, permitindo a eles mesmos transmitirem a outros o que há de precioso, para se fazer mais, bem e melhor. O ciclo dos génios.

João Amendoeira
(na imagem: Pedro Fabrica e Tânia Querido, antigos alunos de Renato Solnado)

Sábado, 21 de Agosto de 2010

Jornal IMONEWS Negócios & Espectáculos – Entrevista com Pedro Silva por João Amendoeira

Por detrás dos dias e das imagens que vivem na face da sociedade que constitui o mundo, existem inúmeras pessoas desenhadas no anonimato que dão o seu melhor para que tudo possa surgir da melhor forma.

A presente crónica é dedicada ao Pedro Silva, um nome conhecido entre os mais conhecidos, licenciado em Animação Sociocultural, freelancer de topo. No seu cenário profissional, organiza e participa em diversos projectos ligados ao mundo da música nacional e internacional. Em conversa com o Pedro surgem nomes como James, John Watts, Blasted Mechanism, João Pedro Pais, DJ Vibe, Chus & Ceballos, Diego Miranda, Quim Roscas e Zeca Estancionancio, Expensive Soul ou Sam the Kid, entre outros mais de uma lista muito longa que de uma forma ou de outra lhe surgem associados.

Com orgulho, Pedro Silva refere que é manager da Filarmónica Fraude, “a única de que sou manager”, uma banda tomarense renascida que fez furor nos anos 60/70 tendo presentemente novo trabalho a lançar pela Universal Music Portugal e Groovie Records no próximo Natal. Ela é, sem margem de dúvida, um pilar na história da música nacional, destacando o Pedro “que foi o único grupo que lançou um LP (Long Play) alternativo em Portugal em toda a década de 60”. A banda Filarmónica Fraude faz parte da memória de muitos e do coração de tantos.

Pedro considera que a qualidade da música nacional e internacional tende a melhorar dada a enorme diversidade existente na sociedade, o que torna de certa forma a sua profissão altamente movimentada e motivante no seu dia-a-dia. Para além dos grandes artistas trabalha também com centros culturais, discotecas, com os mais locais e os menos conhecidos, por onde a qualidade e primazia também espreitam. Motivo importante de salientar nesta crónica, pois a procura e a inovação são fundamentais no mundo dos negócios que percorrem os dias.

É com satisfação que o produtor Pedro Silva faz saber que já integrou a produção de vários espectáculos no Coliseu do Porto, no Coliseu de Lisboa e no Pavilhão Atlântico, bem como a produção de vários festivais de renome, como o que agora surge no presente mês – Boom Festival - no entanto, segundo Pedro, nada é conseguido com facilidade, “existem longos momentos de trabalho árduo e incerteza nos dias”. Presentemente é também formador, com CAP, de outros que por ele queiram aprender.

A essência e mundo de Pedro Silva podem ser descobertos no seu espaço de Internet:

www.myspace.com/pedroagent

A meu ver, a imagem profissional que é apresentada por Pedro Silva deve ser transmitida aos mais jovens, que no seu pensar sobre a vida se podem inspirar na forma de conseguir o mesmo espírito de procura, conquista e motivação de criar a sua própria profissão e servir o mundo no seu melhor.


João Amendoeira

Terça-feira, 27 de Julho de 2010

NEGÓCIOS ENTRE PORTUGAL E INGLATERRA: ENTREVISTA COM DAWN E BILL RIVERS - JORNAL IMONEWS JULHO - por João Amendoeira

Foi há relativamente pouco tempo, por mero acaso do destino, que me cruzei com um casal de artistas cuja influência e escola provêm de terras bretãs. Dawn Mendonça, de origem portuguesa, e Bill Rivers, também inglês, são licenciados em Belas Artes e em História de Arte, respectivamente, pelas escolas inglesas, resplandecendo os seus trabalhos na magia que envolve a pintura. São eles o motivo desta crónica.

Para além de tal, a sua plenitude artística toca também na ilustração e na música, sendo que, na vida tal como ela é, já efectuaram um longo percurso pelo mundo das artes tendo chegado à cidade de Tomar, onde aparentemente identificam uma calma idêntica à que encontram no sul de Inglaterra.


Devo dizer que me apaixono com facilidade quando o que se molda me faz sentir diferente, inspirando o olhar e o sentir. Talvez a qualidade tenha um forte peso quando encaramos o papel de apreciadores e se dá a complexidade fisiológica de memórias, raciocínios e emoções, capazes de ditar uma sentença. Os quadros de Dawn Mendonça e de Bill Rivers, têm este mesmo poder em forma de brisa capaz de cativar e fazer reflectir, ou mesmo, talvez, fazer nascer o dom de criar. A inspiração. Por motivos óbvios, se entende o interesse em perceber a opinião deste casal de artistas reflectindo o olhar sobre as realidades portuguesa e inglesa.

Algo que me suscitou curiosidade foi perceber, em termos de implementação e realização de negócio, as diferenças entre Portugal e Inglaterra. De acordo com Bill, existe uma dificuldade idêntica em ambos os territórios, sendo que, por causas diferentes, em Inglaterra existe bastante competitividade, e em Portugal pela falta de abertura para o negócio.


Delineámos também conversa em torno das burocracias e dificuldades que envolvem, e as conclusões estão de acordo: são enormes e complicam a efectuação de determinadas tarefas que em tudo são benéficas para a sociedade e que, de uma forma mais simples podem ser resolvidas.


Bill acrescenta que a língua é para ele uma enorme barreira, facto que o tem limitado na procura de um emprego que possa auxiliar o projecto que tem delineado com Dawn, no entanto, salienta que as ajudas estatais em termos de ensino da língua portuguesa são muito boas.

Os trabalhos de Dawn e de Bill podem ser apreciados através da amplitude artística no site:

www.isart.weebly.com

É neste entrosamento de culturas, ideias e conversa, que pode encontrar um parceiro para o seu negócio.

João Amendoeira

Domingo, 27 de Junho de 2010

NEGÓCIOS & DESIGN – Entrevista com Sílvia Jácome - Jornal IMONEWS JUNHO - por João Amendoeira



Decidi por forças próprias destinar as palavras desta crónica a uma conversa com contornos de entrevista com uma pessoa do negócio das artes conhecida entre quem habita e admira com consideração o trabalho dos designers.

Sílvia Jácome, cujo nome representa a sua própria marca, é licenciada em Design & Cerâmica e, como mãe das suas próprias peças, desenvolve profissionalmente de forma experiente a sua arte, tendo o seu estabelecimento “Criativa” no Centro Comercial de Tomar com pontos de venda em lojas lisboetas e conimbricenses. Nas suas produções, com cerâmica na sua essência, pode encontrar pregadeiras cilíndricas, colares, brincos entre outros demais.

O sentido de tornar uma paixão num negócio é nobre e digno de admiração, sendo exactamente neste mundo que Sílvia Jácome exprimiu em palavras a forma como desenvolve a sua criação e dá a conhecer a essência que percorre o seu talento. As suas peças, cuidadosamente concebidas, vão ao encontro dos mais diversos gostos, pois se encaixam com plenitude nos mais diversos estilos, sendo que é possível encontrar traços helénicos, fenícios e talvez nórdicos nos seus objectos cuja beleza é de enaltecer. É sem dúvidas uma inspiração artística e que denota um charme especial e cativante.

Questionei Sílvia Jácome sobre o mundo dos negócios dos designers e artesãos, ao que entendi que a crise se abate com acentuado aumento sobre estes profissionais que lutam no seu dia-a-dia, realçando que “está a piorar, a cada dia que passa”.

“Viver da arte é muito complicado no nosso país, mas temos que ser optimistas e lutar por nós mesmos”, é nesta frase que Sílvia Jácome deposita a sua visão sobre os negócios acreditando que é “na qualidade das peças” onde os clientes se centram.

A presente crise afecta de forma acentuada os designers e artesãos de forma profunda, no entanto, é nestas bases em que surgem as novas ideias, inovações e melhorias de qualidade pois o consumidor se torna mais apurado na sua escolha. Há que observar atentamente o lado positivo da vida.

Portugal necessita de pessoas como a designer Sílvia Jácome, capazes de idealizar, procurar e lutar pelo melhor de si mesmas dando aos outros a sua boa existência.

É neste espelho onde os negócios sempre se encontram, e é neste mesmo espelho de palavras desta crónica com contornos de entrevista onde se revêem muitas mais pessoas, assim como, onde possíveis clientes ou aliados para novos negócios se podem encontrar, pois é no entrosamento que nasce a arte de negociar.

Para um novo e melhor entendimento desta “criativa” designer e do seu fascinante trabalho, convido-o a visitar o seu site:


www.Silviajacome.blogspot.com


João Amendoeira

Domingo, 16 de Maio de 2010

Rão Kyao - Transcendente

Transcendente é o adjectivo que melhor caracteriza o concerto de Rão Kyao, que assisti ontem à noite.

A forma da arte de produzir música ecoou sobre palcos nabantinos pelas mãos de quatro fabulosos músicos, que como deuses mortais na terra mostraram o porquê da imortalidade dos grandes génios.

Aplausos à flauta de Rão Kyao que deu voz e vida ao “Milho Verde” de Zeca Afonso.

Foi um grande concerto donde a essência artística soou para quem a quis sentir.

Transcendente.

Quarta-feira, 5 de Maio de 2010

Crónica Jornal IMONEWS -Maio 2010- João Amendoeira - Muitos séculos a saborear e dois dias de Sopa – 8 e 9 de Maio em Tomar

Abraço o início desta crónica por fazer imaginar ao leitor uma família da antiga cidade de Sellium em Tomar, esfomeada na hora do almoço, mas, entre as pequenas birras das crianças, em satisfação por ser servida na mesa pelas mãos de uma senhora formosa, a magnífica e suculenta sopa, recheada com ervilhas, lentilhas e outros vegetais com azeite como condimento. “A velha sopa da avó de Roma” diz a senhora formosa.

A sopa é para muitos pensadores uma das maiores invenções de sempre, destacando a sua antiguidade como consequência da descoberta do fogo durante a pré-história. A longevidade temporal é realmente grande, na realidade quase tudo o que nos cerca tem a sua história, a construção temporal, a construção digna da experiência e do pensamento humano. A evolução dos Homens parece que funciona através de uma máquina colectiva de memória por aprendizagem. É como quando aprendemos a maçã de Newton caída da árvore porque uma força a fez cair e ficar colada ao chão.

A sopa, também ela tem magia própria, jaz nela a importância da sua invenção, parecendo que vive entre as famílias portuguesas de forma secular como se ninguém tenha dado conta. Talvez vários sejam os factores que contribuem para a sua existência, o mais óbvio é servir de alimento aliviando a humana fome, o factor económico é também de salientar, assim como a arte de confeccionar transmitida de geração em geração.

Entre caldos e sopas, entre gregos, eslavos e troianos, a diversidade mística da arte de bem confeccionar chegou até hoje entre mãos de pessoas de lares e artistas de gastronomia que dão o seu melhor para apurar as suas sopas.

Após os habitantes de Sellium, outros tantos se seguiram entre vozes de guerra e tratados. Hoje é chamada de Tomar e é sem dúvidas, como cidade de tradições, gastronomicamente bela, realçando o Congresso da Sopa que se realiza no dia 8 de Maio na ilha do Mouchão.

Nesta 17ª edição, organizada pela Câmara Municipal de Tomar, estarão presentes várias qualidades de sopas e existe uma verdadeira novidade: no dia 9 de Maio haverá o Mercado de 1900, sendo a sopa gratuita nos restaurantes aderentes ao evento.

Anualmente Tomar é invadida pelos que procuram esta experiência diferente, pois pode saborear as mais diversas sopas num curto espaço de tempo. Poderá encontrar as mais diversificadas sopas, como a sopa de lampreia, a sopa de corno, a sopa à Convento de Cristo, a sopa Espírito Santo, entre tantas outras. Os lucros obtidos com o Congresso da Sopa são canalizados para o Centro de Integração e Reabilitação de Tomar (CIRE), que é uma instituição que ajuda jovens portadores de deficiência.

Este ano lá estarei eu na procura do prazer que a gastronomia nos permite dar na vida. Até lá.

Domingo, 25 de Abril de 2010

Feira do Livro de Tomar - 2010

Após dias tão cheios, sentir os criadores das palavras na feira do livro de Tomar foi como a frescura de um oásis escondido num imenso deserto.

É de todo importante assinalar a presença da escritora Inês Pedrosa e respectiva apresentação do novo livro “Os Íntimos”.

Entre autores, poetas e amantes, viveu-se mais uma mão de arte cuja frescura é digna de aplausos.

Sábado, 6 de Março de 2010

Dois fabulosos: Valter Hugo Mãe e Paulo Furtado

Chovia torrencialmente, coloquei o jornal debaixo do braço e percorri meia cidade.

Cheguei junto da Vera e mostrei-lhe a minha última crónica. Vindo da rua chega um homem debaixo da tempestade, alguém sem nome, desconhecido, indivíduo sem identidade, pessoa que é apenas pessoa. O homem meio perdido no olhar questiona sobre a livraria “Entre Livros”, ao que lhe apresentámos o caminho de ida. A Vera, depois, perguntou-me: “Viste quem era?” ; “Não, quem é?”; “É o Valter Hugo Mãe”.

Foi ontem que conheci este escritor de forma incondicional, depois fui até à livraria conhecê-lo de forma condicional: “Outra vez.”, novamente, “no mesmo dia.”.

“a máquina de fazer espanhóis” é o livro do meu presente olhar, Valter é um grande escritor.

Após, troquei breves palavras com outros pensadores de Thomar que por ali habitavam, também eles na mesma intenção, a digna consideração de conhecer a nascente da essência das palavras, aquele que concebe e faz nascer um mundo. Porque cada artista é um Deus diferente.

Eram 21.35 quando voltei a atravessar meia cidade, agora para abraçar o trabalho do Paulo Furtado, “The Legendary Tiger Man”. Fiquei na fila da frente, enquanto houve frente, para absorver o mundo deste músico monumental. Foi um grande concerto, onde foi possível sentir a essência dos ecos do rock, blues, talvez country e algo mais que a arte deste homem sabe fazer tão bem.

Continuou a chover torrencialmente pela madrugada adentro.

Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010

Poema "Reflexo"

João Amendoeira (c)

Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010

Crónica de João Amendoeira "Uma Vida Melhor" - Jornal de Negócios ImoNEWS, Fevereiro/2010

É inevitável dizer que Portugal é um reino de artistas, um reino de beleza e qualidade artística capaz de se sobressair em qualquer parte deste mundo.

A cultura portuguesa é rica o suficiente, e por tal devia ser melhor utilizada como imagem do nosso País, mas ao contrário disso, tenho a sensação que por vezes o objectivo interno é humilhar e rebaixar aqueles cujo toque é divino.
Uma questão que se me colocou nos últimos tempos, refere-se à possibilidade de se ultrapassar a crise económica através da cultura. Na minha modesta opinião, é possível tal como em tantos outros campos, através de mudanças radicais, corrigindo o que não está correcto de forma a não dar ao desbarato milhares de milhões de euros, que são essenciais para a criação de postos de trabalho, e assim, dar a oportunidade àqueles que estudaram e deram anos de vida para se formarem e que agora se encontram no triste desemprego, quando por vezes, quem desempenha as suas tarefas não tem formação para tal.

Gostaria de ver um país com uma maior devoção aos “génios vivos”, génios da escrita, da pintura, da música, do teatro, do cinema, entre outras artes. Gostaria de ver aqueles cuja criação é espectacular e deveria ser entregue em mãos para a educação dos mais jovens e através de sistemas culturais para dar ao mundo a riqueza da cultura portuguesa e consequentemente, aumentar a credibilidade do nosso país.

Posso dizer que me apaixono com facilidade pelos novos autores portugueses, assim como, pelos génios vivos que nos guiam como base de qualidade, génios como Miguel Sousa Tavares, Fernando Pinto do Amaral, Miguel Real, José Augusto-França, José Saramago, José Luís Peixoto, entre tantos outros que são de certo, a riqueza do país em que vivemos.

Todos sabem, que não há ninguém tão melhor quanto os portugueses para falar sobre a história do mundo, e talvez num dia próximo, longe de crises e de pensamentos reducionistas, Portugal e a sua cultura, sejam livres e capazes de subsistir sozinhos e com voz própria, neste mundo de interesses e negócios, para que possam dar a todos os portugueses, uma vida melhor.



in Jornal ImoNews, Fevereiro/2010.

Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

Miguel Real e a arte de "refazer" a história


O escritor sintrense Miguel Real é, a meu ver, sem margens de qualquer dúvida, um dos melhores romancistas históricos de sempre.

No seu escrever, a história de Portugal é um mundo cuja infinidade está bem presente, e se constrói nas suas palavras dando-lhe vida de uma forma artística como só ele sabe fazer. Admiro como faz renascer as pessoas de outro tempo, a própria história, assim como as emoções, os sentimentos e esboços daquelas gerações doutros dias.

A sua obra estende-se por vários romances e ensaios, onde se reflecte a sua poderosa forma de escrever e de dizer aos seus leitores o quanto a nossa história é magnífica.

É fundamental perceber que a história não se faz apenas no presente, também se faz no passado, por vezes é só preciso encontrar as peças do puzzle e colocá-las no local certo.

Das vezes com que contactei com Miguel Real, senti em si um mundo activo de saber, e apercebi-me que estamos perante um dos grandes génios da literatura portuguesa de todos os séculos, alguém cujo nome e trabalho merece transbordar para a educação dos mais novos, pois através dele, aprender é sentir a arte, e arte é cultura.

Um grande abraço para o professor Miguel Real.

Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

Daniel Sampaio "a razão dos avós"



É inquestionável a grandiosa capacidade e forma como o Professor Daniel Sampaio reflecte sobre a sociedade e consegue fazer chegar aos seus leitores a sua motivação e ideologia.

O livro “A Razão dos Avós”, é, a meu ver, uma obra concebida com arte própria. Antes de ler o livro, percebi a boa cumplicidade que envolve o professor e as pessoas com quem contacta. De certo não me esquecerei da senhora de idade avançada, que numa apresentação do livro, se aproximou do professor e se exprimiu com agradecimento e coração segurando-lhe a mão.

É fundamental perceber, que há um prolongamento entre Daniel Sampaio e a pessoa com quem comunica, um prolongamento mais do que profissional, que sem me surpreender, surge no seu livro e nas cartas que este apresenta, onde dá ao dia o tempo que dispõe no entendimento e na ajuda da pessoa.

Admiro a forma como consegue reflectir sobre o mundo, a história dos homens, fazendo lembrar outros pensadores, assim como o sentido da nossa existência.


“A reflexão sobre os valores é essencial nos dias de hoje. Se continuarmos a agir sem pensar teremos cada vez mais insegurança e o prazer fugaz que possamos encontrar também desaparecerá.”

in Daniel Sampaio (com colaboração de Eulália Barros), “A Razão do Avós”, Caminho, 2008.



Do Professor, pelo meu Apologia.



Fica aqui também o meu voto de amizade.

Um abraço para o Professor Daniel Sampaio.

Domingo, 24 de Janeiro de 2010

João Coração "De um Humilde Poeta para outro Poeta."

Estive ontem nos Lagares d´El Rei em Tomar, para ouvir e conhecer o João Coração.

Fiquei numa das cadeiras da frente, bem perto, pois quis sentir e viver o trabalho deste jovem artista, que desconhecia totalmente. Para além de João Coração ocupar um grande plano na Agenda Cultural de Tomar, evitei ao máximo procurar pelo seu trabalho na Internet.

Fiquei surpreso com o que vi, e considero o João um artista impressionante, com uma excelente voz, cuja única companheira de palco é uma guitarra acústica. Adorei a forma incondicional e harmoniosa com que se instalou e lidou com o público, dando para sentir que está numa fase da vida em que se estão a concretizar alguns sonhos e a aperfeiçoar sentidos no que toca a lidar com o ambiente e com o feedback que recebe da gente que o observa.

Não sei se o artista deu conta, mas junto à pessoa que me acompanhou, estava um pequeno, talvez com os seus quatro anos, que pedia canção após canção, pelas “Maracas”, elas que surgem em grande destaque na publicidade do concerto de João Coração na capa da Agenda Cultural nabantina. Os "pequenos" serão sempre os mais atentos.

No fim do espectáculo, troquei breves palavras com o João, e fiquei plenamente feliz por descobrir que também ele é poeta.

A meu ver, tem um grande e promissor futuro.



Um grande abraço para o João Coração.

Sábado, 23 de Janeiro de 2010

Quinta do Bill com novo álbum



Há excelentes notícias para os fãs dos Quinta do Bill, pois é já no próximo mês de Fevereiro que a banda tomarense vai iniciar as gravações nos estúdios da Valentim de Carvalho.

De acordo com os Quinta do Bill, o álbum é constituído por duas faixas que abordam temas como o ambiente e o consumismo.

É com amizade que felicito o grupo e desejo que tenha um magnífico sucesso em 2010.

Um especial abraço para o Carlos Moisés.

João Amendoeira: "APOLOGIA: Há memórias que um poema não esquece" O Livro.


O lançamento do APOLOGIA surge como o primeiro gesto da primeira raiz que rompe a semente.

A gente que fez meia sala no auditório da biblioteca municipal de Tomar, ao mesmo tempo que do outro lado da cidade se realizava uma homenagem a Manuel de Oliveira, deliciava-se com a brisa de poesia e discurso que reinaram durante a tarde de 13 de Junho.

António Manuel Ribeiro, autor do prefácio e primo, um dos génios fundadores do rock português, em conjunto com o notável Carlos Moisés e o editor Adélio Amaro, tornaram o momento em primazia, enriquecendo-o pelo saber das suas notáveis palavras.


Um dia que esconde a privacidade, o trabalho árduo por detrás do mundo, aquele que viveu em jogo na organização. Mas foi, sem raiz de arrependimento, neste mundo de interesses, onde vivi gratificado, por tal esforço, que sem dúvidas ficou imortalizado em mim e por quem o viveu.


Foi bom parar neste dia, estar ali sentado e ter perante nós actores, recitadores de poesia, artistas consagrados, e um livro que fez juntar toda aquela gente para dizer a sua nascença. O primeiro filho.


O Pedro Fabrica e a Tânia Querido, da Escola de teatro Raul Solnado, com encenação preparada por José Renato Solnado, transformaram e deram inicio à apresentação, fizeram descobrir em palco o primeiro conto (“Na voz dos Deuses, a Poesia”) presente no livro, a chama que enche o imaginário humano de quem lê e tenta descobrir a vida que existe nas palavras que percorrem as folhas.


O Pedro Silva e a Vera Bártolo deram, também eles, uma vida especial ao recitarem poemas presentes no APOLOGIA.

Mesmo que as lembranças se deixem ir dormindo na memória de quem assistiu, a maçã e o sabor do palco deste dia ficou de certo em suas mentes. Há memórias que um poema não esquece.


(na fotografia, da esquerda para a direita, Adélio Amaro (Folheto Edições), Carlos Moisés (Quinta do Bill), João Amendoeira, António Manuel Ribeiro (UHF))